Responsável pelo styling dos desfiles da Avanzzo, Fassina analisa amadurecimento de Brasília

Por Maria Eugênia Caminha, para o Finíssimo

Quem não trabalha com moda não costuma entender o que faz
um stylist tem nos editoriais e desfiles. Explique.

O stylist é aquele que prepara o espírito da coleção para a plateia, que passa o que a equipe de estilo da marca deseja. O segredo está em agradar o consumidor, que tem o poder de compra, e a imprensa, que veicula informações. É um trabalho difícil, porque você precisa pesquisar bastante e controlar a vaidade, que pode cegar! É muita técnica junta, muito conhecimento. Editoriais de revista são aquela coisa de sonho, enquanto a passarela pede um lado nosso bem mais racional.

Muitos são contra a presença de celebridades em desfiles. E a sua opinião, qual é?

Sempre valorizei modelos, porque as adoro e sou da geração de 90. Foi nessa época que surgiu Gisele Bündchen, Fernanda Tavares… Tenho muito orgulho desse tempo, porque pude crescer também. Há modelos celebridades, porém devemos lembrar que antes de tudo eles são modelos! Eles sabem vender roupa, caminhar, se portar diante da imprensa… É outra postura. Não gosto de celebridades, mas não tenho nada contra. Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond, por exemplo, já trabalharam comigo e atualmente são atores. Quando você tenta trazer uma personalidade grande e diferente da sua marca, que não tem absolutamente nenhuma conexão com a idéia, ela pode esmagar com a coleção que demorou meses para ser finalizada. Quando trazem o famoso para alavancar uma ideia, porém, acho ótimo. Quando fiz desfiles da Cavalera nos anos 90, tínhamos pérolas como Elke Maravilha estrelando campanhas. Pessoas como ela são ícones, dão um significado à coleção. Isso sim é lindo! Resgatar na mídia pessoas de valor é ótimo. Não acreditar no potencial das suas modelos é que não dá!

Em uma entrevista ao Finíssimo, em setembro de 2007, você disse que a moda de Brasília ainda era colunismo social. Como você enxerga a moda daqui atualmente?

Quando comparo a cidade com o que era há alguns anos, vejo cinco elementos transformadores. Os três eventos de moda (Capital Fashion Week, Brasília Fashion Festival e ParkFashion), o Iesb e o Finíssimo, que aborda a moda seriamente – não estou dizendo isso apenas porque você é repórter do site, mas porque sou profissional de moda e conheço o cenário fashion da cidade. Hoje há a preocupação em colocar a moda e os profissionais em um outro patamar. O troféu Finíssimo é uma prova concreta disso. O Iesb também é outra instituição séria, em que vejo os alunos sendo reconhecidos. Esses cinco fatores estimulam uma modificação no pensamento dos brasilienses e proporcionam um crescimento significativo do ramo. O colunismo existirá sempre, até porque o Brasil é um país de celebridades e há um mercado específico. O que me deixava nervoso era a não-valorização da parte séria da coisa, porque o glamour é bem pouco no mundo da

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